quarta-feira, 7 de maio de 2008


Olho e vejo a chuva

Caindo de leve

Ocultando tudo lá fora.

Fecho os olhos e

Imagino o sorriso no teu rosto.

Imagino o sabor de um beijo

Molhado como chuva.

Abrigo-me em ti.

Penso se renasci neste dia vago

Como em tantos outros dias vagos

Onde pensei que morri,

Em noites inventadas de nada

E que o nada é teu rosto

Surgindo numa paisagem de nevoeiro.

Não me importa que seja a chuva,

O nevoeiro,

O vento

a madrugada,

Não me importa

Que seja a noite,

Quero sim,

É que algo te traga.

Um comentário:

Enéas Bispo disse...

Minha boa amiga, agradeço os elogios, mas não com um muito obrigado; pois um muito obrigado é pouco para agradecer tão fausto carinho!
Só quero dizer que as suas palavras bem como de outras pessoas que tem acesso aos meus escritos, são o combustível próprio nessa minha jornada pelo mundo da escrita.
Quero por muito tempo satisfazer as suas exigências nesse meus textos carregados de simplicidade e carinho.
Beijos e sucesso.